sexta-feira, 12 de agosto de 2011




PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES




A dose da vida
Que você me deu pra provar,
Me arrancou um pedaço
Que nunca mais voltar.


Meu olhar ficou perdido
No horizonte vazio,
Procurei por você
Nas geladas noites de frio.


Ruas vazias
Silêncio total.
Procurar por você
Tornou-se o meu mal.


Ninguém te viu
Ninguém sabe de você...
Todos me aconselham
Que devo te esquecer.

Mas algo lá dentro
Insiste em não escutar
É por isso que eu vivo
Na vida a ti procurar.


Na rádio, na net,
Nos programas de TV...
Um dia quem sabe
Agente possa se ver.


Vou te falar de mim
Da minha procura
E de como viver sem você
Me parece uma loucura.


O céu fica sem cor
A vida perde o sabor
Eu que sou poeta...
Já conheço o amor.




By
Guaracy Clementino.

quarta-feira, 13 de julho de 2011



CARTA AO JOÃO.



A tempestade chegou.
Mas ela vem e passa e deixa devastação.
Cabendo a cada um de nós
Fazer a reconstrução.


E nada será como antes
A novidade chegou
O que é tradicional
O moderno ameaçou.


Vamos beber do moderno
Sem esquecer o tradicional
A globalização é um fato
Tá na capa do jornal.


Seremos sempre o fado
O vinho, azeite e tal,
Seremos cada pedrinha
Das ruas de Portugal.


Nosso verde é esperança
O vermelho nosso sangue
Que a nossa passividade
Se revolte e se zangue.


E saia às ruas
De novo com cravos na mão
Para dizer ao mundo
Estamos em revolução.


Revolução de mudanças
De integração global
Seremos para todo e sempre
Esse belo Portugal.


Força sempre! Força sempre!
Superar obstáculos é com nós
Que cada artista desse país
Seja sua verdadeira voz.


Somos todos PORTUGUESES, opa!
Os que estão ai e os que estão cá.
Pois terra mais querida do que essa,
Eu garanto que não há.


By
Guaracy Clementino.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011


UM ANJO SEM ASAS QUE TENTOU VOAR


Aos 31 anos de idade. Ela se foi.
Sem se despedir de ninguém
Quem poderá nos dizer,
O valor que a vida tem?


“É tão estranho. Os bons morrem jovens”
Disse Renato Russo numa canção
Talvez seja para eternizarem sua beleza
P’ra nossa contemplação.


E assim ela se foi...
Anjo sem asas tentando voar
Quem poderá me dizer,
Se há sereias no mar?


Gotas rubras de sangue nobre
Sobre o asfalto negro caiu
E aquele sorriso lindo
Do nosso meio sumiu.


Que à lei assassine a morte
Que te matou
Que a justiça seja feita
Em nome da lei e do amor.


Olho por olho e dente por dente
É o que deveria ser
Porque se não foi suicidio,
Alguém deveria morrer.


Por acabar com a beleza
Por roubar a juventude...
Mas que o senso de justiça
Seja nossa melhor atitude.


Sei. Que na cova em que descansas
Florirão rosas amarelas de ipê
Por que elas também nos encanta
Como um dia fez você.

http://www.paraiba.com.br/2011/01/24/56951-mulher-se-joga-de-apartamento-na-capital-e-morre-ao-dar-entrada-no-trauma
Com todo carinho...
Guaracy Clementino.
16/02/2010.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011


COMO BEM DISSE RUBENS ALVES:

“LEVEI MEUS OLHOS PARA
PASSEAR”

Poesia de pescador
É jangada rasgando o mar...
E foi nesse cenário,
Que levei meus olhos pra passear.


Comi com eles as paisagens
Das praias de Pipa,
Onde tanta beleza,
Nossa tristeza dissipa.


Mar de águas claras e mornas
Brisa fresca batendo na cara
A beleza dessas praias
É mesmo uma coisa rara.


'Stamos em pleno mar...
Como no poema o Navio Negreiro
E comi com os meus olhos,
Das falésias, o seu cheiro.


Minhas rugas alisadas pelas ondas
Meus olhos cegos de luz
Diria sem medo de errar
Aqui, é o sorriso de Jesus.


Não sei se foi à fragrância
Da maresia do oceano
Só sei que por uns instantes
O poeta ficou insano.


Virei criança de novo
Dancei sem nenhum pudor
E minha querida esposa
Tudo isso fotografou.

By
Guaracy Clementino
Dedico esse poema
a minha querida amiga
ANNA PAULA, que me deu o titulo.

sábado, 15 de janeiro de 2011



AMARELO – COMO GOSTO DESSA COR


Ela combina tanto comigo
E com a minha vida também,
Que chega a ser a minha cor
O amarelo que o ipê tem.


Amar – elo
Do amaro elo
Gosto da poesia
Que encontro no amarelo.


Vou te fazer uma pergunta:
O teu amor é amarelo ou amarelado?
Te pergunto isso para saber
Se o verbo está no presente ou no passado.


Considerada a mais clara das cores
Eu vou amarelar!
Quando tiver que dizer;
P’ra sempre vou te amar.

De que cor é a tua cor?
Já sabes que a minha é amarelo,
Tu saberás de mim,
Quando vir um Ipê belo.


Como gosto dessa cor
Formada da mistura do verde com o vermelho
Quando olho um ipê amarelo
Eu me vejo num espelho.


Tem perfume de poesia
As flores amarelas do ipê
Na certa roubaram desses versos
Q’eu escrevo pra você.


A cor do tempo que passa
Tudo fica amarelado
Lembranças pode ser coisa boa
Que fizemos no passado.


Atenção! Atenção!
Meu coração estar aberto
Estou ficando amarelo
Como as areias do deserto!


By
Guaracy Clementino

terça-feira, 11 de janeiro de 2011




O VENDEDOR DE PASSADOS


Ontem eu fui a Angola
Conhecer Félix Ventura
E comprei-lhe um passado
Pode parecer loucura.


Mas não tinha fim de tarde
Nem nós sentados em meio fio
Lá na 12HC do Novo Gama
Ninguém nunca mais nos viu.


Traficante de memórias
Esse sinistro senhor
Nem as rosas q’eu te dei
O bandido me lembrou.


Posso saber quem eu sou?
Ele logo me respondeu:
Você é alguém que amou
E por isso se perdeu.


Agora é só um poeta
Aprendiz de rimador
Desenhará as calçadas
Com palavras de amor.


Ora, eu sou esse homem,
Com um passado novinho
Não me lembro de você
Já não me sinto sozinho.


A minha velha alma
Pendurada numa janela
Já não me lembro de antes
De como a vida era bela.


Tudo ficou para trás
Como num fado de Amália
Agora as minhas lembranças
Ficaram com esse canalha.


“Nada passa, nada expira,
O passado é um rio que dorme.
E a memória antiga,
Uma mentira multiforme.”

By
Guaracy Clementino.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011



BE DE BELEZA


Tu, és a luz que ilumina,
As águas quentes do mar.
Te olhar de longe fascina,
Quero te homenagear.


Poderias ser pintura de Picasso
Ou algo mais moderno e bonito
Talvez mais uma borboleta
Pintado por Romero Brito.

Gosto da cor dos teus olhos
Desse sorriso largão
Tens o poder do encanto
Tocas qualquer coração.


Sei que é Be Oliveira
Mas poderia ser a Monalisa
Tens as curvas perfeitas
A tua beleza é precisa.


Espalhas simpatia nesse ecrã
Acendes a noite com teu brilho...
Aceitas com meu carinho,
Esse poema, teu filho.


Nascido da tua beleza
Estrela mais linda que há
Daqui de Brasília da pra ver
Tens o dom de encantar.


Com a dança do teu ombro
O bater do coração
Solta-se beijos em poemas
És pura fascinação.


Os teus olhos é esperança
Baianinha sorridente
Faz de você essa criança
Que encanta toda gente.


By
Guaracy Clementino.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011


OLHAR DE RAIO X


Gosto de olhar
Gosto de enxergar
A vida é uma novidade
Sempre a se renovar.


Gosto do movimento das pessoas
Do ir e vir das cidades
Gosto do chegar e partir
Adoro a liberdade.


Gosto do encontro
Do calor do abraço
E lá vou eu novamente
Gostar mais ainda do q’eu faço.


Gosto do afeto
Gosto do sentir
A poesia é a minha vida
Minha razão de existir.


Gosto de afetar
Gosto de ser afetado
Isso só acontece com quem tem
Um olhar diferenciado.


Gosto de pagar mico
Dando risada à toa
Gosto de dizer em gestos:
“A vida é muito boa”.


Gosto de abraços
De sentir o calor humano
Onde há troca há calor
O abraço é soberano.


Gosto do visível e do invisível
De sentir e de tocar
Meu olhar de raio X
Gosta de capturar.


Gosto de vir o outro
De ser notado também,
Gosto de acreditar
No valor que a vida tem.

By
Guaracy Clementino.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011



UM DIA HÁS-DE ESQUECER


Um poema triste
De um peito aberto sai
Um homem bebendo magoas
Cambaleando pela noite vai.


Céu cinzento sob o astro mudo
Um crente insiste em orar
O poeta grita irritado:
O céu não se compra, dá!


E entra num bar
Bebe um uísque no balcão
Sempre olhando em volta
As vitimas da solidão.


Tristes como ele
Procurando companhia
Às vezes se satisfazem
Com alguma alma vazia.


Sem tirar os olhos do copo
Irmãos nus do abandono
Parecem mais uma matilha
De uns pobres cães sem dono.


Um dia hás-de esquecer
O que os trouxe cá
E com certeza as magoas
P’ra sempre irão afogar.


As vozes embarcam
Ao ouvirem uma canção
Alguém cantando “EVA”
No meio da multidão.

By
Guaracy Clementino.

sábado, 1 de janeiro de 2011



UM AMOR DESENCONTRADO


Nossas vidas separadas
Uma escolha antiga.
Será para sempre essa distância,
Minha querida?


Não vou falar de amor
De gostar ou sentir...
Sabemos que nós dois
Ainda estamos por ai.


Em mundos diferentes
Realidades desiguais
Somos tão bobos
Às vezes irracionais.


Não há como tirar retratos
Da solidão interior.
Não da para escrever poesias
Sem se falar de amor.


Seja bem vinda ao passado
Esse museu de nós dois
Que contará nossa história
Para quem vier depois.


Pétalas secas perdidas
Por do sol à tardinha...
Será que a tua história,
Ainda é a mesma que a minha?


Lembranças vivas na memória
Tempo que insiste em não passar
Me diga qual é a esquina
Que devo te encontrar.


Vivemos um amor desencontrado
Mal passado por nós
Faço da minha poesia
Desse amor a porta voz.

By
Guaracy Clementino

sábado, 25 de dezembro de 2010


QUEM CHORA POR TI, BRASILIA?


A Ti, minha Mãe,
Que tens corpo de avião.
Declaro meus sentimentos:
Moras em meu coração.


Minha terra sofrida
De tantos Rorizes e ais,
Espero que quem não te ame,
Não volte aqui nunca mais.

Terra vermelha cor de sangue
Cerrado do meu Brasil
Cidade mais linda do que essa
Nunca, na história se viu.


O sol em fúria em agosto
Faz o asfalto derreter
Mas digo sem medo de errar
Não há outra como você.


Tens o corpo de avião
O rosto de uma glamurosa
Essa cidade tão linda
Não há coisa mais gostosa.


Cidade de Célia Porto
Do Nicolas Bher, Alexandre Garcia, TT Catalão...
Poderosa como essa,
Eu juro! Que não conheço não!


Quem chora por ti, Brasília?
Somos nós os filhos teu,
Quando vemos esses canalhas
Roubando o que era meu.


Era meu e era nosso
Dos filhos desse país
Que foi provado agora
Que se pode ser feliz.


Tuas quadras é minha vida
Avenida das nações
Nesse povo Brasileiro
Moras em seus corações.

By
Guaracy Clementino

domingo, 19 de dezembro de 2010


FOI POR AMOR
O ASSASSINATO DA FLOR



Já roubei rosa vermelha
Num quintal desconhecido,
Sem saber que para sempre
Meu peito seria punido.


Pelas pétalas que secaram
Entre as páginas de um caderno,
Que faz do meu sofrimento
Esse tormento eterno.


Já roubei rosas vermelhas
Para dar ao meu amor,
Que as guardou entre páginas,
Um dia veio e secou.


Mas hoje volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois jamais voltarei a roubar,
Outra rosa, em fim.


Faço versos magoados,
De um coração cansaçado
Cada palavra que sai da tua voz
É um beijo-te roubado.


Qual a cor do coração,
Vermelho ou rosa?
São os beijos da ilusão
Que faz agente chorosa.


E assassina-se rosas
Comete-se crimes brutais
O amor é insensato
Quando se ama demais.


E foram muitas as flores...
Coisas simples do amor.
Quem já não passou por um jardim,
E uma flor não arrancou?




By
Guaracy Clementino

terça-feira, 14 de dezembro de 2010



VOLTEI


Voltei.
Voltei a tua praça. Voltei a nossa praça.
Não te vi,
Não teve a menor graça.


Fechei meus olhos
E um sabor de corneto veio me visitar.
Havia alguma coisa estranha
Pairando no ar.


Foi meio místico,
Meio sobrenatural.
Mas num piscar de olhos,
Voltei a um tempo legal.


Tempo que enxergava a vida
Como olhos do coração,
Tempo em que a ingenuidade
Era a medida padrão.


Senti-te ali
Parada em meus braços
Como se fosse possível
Transporta-se no espaço.


Minhas mãos suadas,
Teus beijos demorados...
Tava tudo lá
Pelo tempo guardado.


Lembrei que te dei
Uma bela estrelinha,
Para que nunca se sintas
Nesse mundo sozinha.


Lembre-se. Que para te contar quem sou,
Te dou poesia,
Para que nunca se esqueças;
Quem fomos um dia.




By
Guaracy Clementino.



"Regressamos sempre aos velhos lugares aonde amámos a vida. E só então compreendemos que não voltarão jamais todas as coisas que nos foram queridas. O amor é simples, e o tempo devora as coisas simples."
José Eduardo Agualusa.

sábado, 4 de dezembro de 2010


 DE POETA P’RA PINTORA


Ela fotografa girassóis
Pintando imagens com a mão
Como quem colore de amarelo
Os dias de solidão.


E cola a luz do sol
Com uma tinta especial
Que faz brilhar nas retinas
Sua cornucópia floral.


De alma e coração
Digo sem medo de errar
As cores que manipulas
Faria Tarsila roubar.


Gosto das tuas histórias contadas
De copos de leites feitos a mão
Gosto de quem com pincéis,
Faz quadros virar canção.


E pintas os dias cinzentos
Fazendo tudo ficar azul
Tens as cores do encanto
Só vista em mares do sul.


Eu, que claramente,
Só funciono a energia solar.
Não tinha nem o porquê,
Por tua obra não me encantar.


Porque gosto de quem gosta das cores
Iluminando sorrisos brancos cheios de emoção.
Adoro toda essa magia
De quem consegue arrancar alegrias de um coração.


Teus quadros são frases ditas
Feitas com a luz da vida
Mesmo não te conhecendo
Me és uma pessoa querida.




By
Guaracy Clementino.

sábado, 23 de outubro de 2010


CHUVA


As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir


Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir


São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder


Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer


A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera


Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera


A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade



by
Jorge Fernando
http://www.youtube.com/watch?v=OzrUs08-SWs&feature=related

quarta-feira, 13 de outubro de 2010



O TEU SEGREDO DE STAR




Vai!
Segue o teu caminho!
Ninguém conhece o mundo
Sem deixar alguém sozinho.


Vai!
Não olhe para trás!
Talvez nessa vida,
Não nos veremos nunca mais.


Vai!
Segue o teu futuro!
Mesmo que ele me pareça,
Ser um salto no escuro.

Vai!
Nessa tua jornada de star!
Mas se virar uma estrela cadente,
Não venha me procurar.


Vai!
Dorme com alguém sem emoção,
Rifa por qualquer preço,
As coisas do teu coração.


Vai!
Traga de volta o teu beijo,
Outro sorriso para me enganar...
Mas não me conte tuas aventuras
Nessa jornada de star.


Vai!
Eu tô feliz,
Mas não sou feliz...
Sei que deve ser duro
Ser uma star, sem ser uma atriz.




By
Guaracy Clementino.


quinta-feira, 23 de setembro de 2010



A TV DO SILÊNCIO




Só.
Aqui estou. 
Em frente dessa TV,
Que só passa o que passou.


Dias de felicidades
Onde eu podia brincar;
De jogar o mar na pedra,
De jogar pedra no mar.

Fui feliz naquele tempo
De inocência sem igual
Hoje restam só lembranças
Como folhas no quintal.

Que são levadas pelo vento
De cá pra lá, de lá pra cá...
Onde fica o recomeço
Ninguém sabe explicar.

O tempo segue em fúria
Comendo a minha idade
Deixando cada vez mais longe
Os dias de felicidade.

Sem crê eu olho o passado
Que vivi com tanto carinho
E hoje aqui tão down
Vendo essa TV sozinho.

Há momentos de magia
Que eu não consigo explicar
Escrevendo poesia
Eu volto pros tempos de lá.

Onde tudo era um sonho
Uma valsa sem melodia
Mas que bastava um olhar
Para colorir o dia.

Sou poeta.
Fico sem fala,
Mas são as cores da vida
Que a minha vida embala.

By
Guaracy Clementino.

terça-feira, 20 de julho de 2010


UMA VOLTA AO PASSADO

Aquela praça do centro da cidade
Ainda continua lá
Contando os nossos segredos
Para quem passar.

Diz dos nossos beijos
Fala da nossa canção
E como é grande...
O que guardamos no coração.

Saudade é vinho antigo
Bom de degustar.
Penduro cada lembrança
No lado esquerdo do olhar.

E olho para dentro
Vejo o que passou
E como é gostoso
Guardar lembranças de amor.

Que enfeitam a nossa história
Dá um sabor especial
Lembrar é sempre reviver
Aquele lance legal.

E ficam os Cornetos,
Os sonhos de Valsa derretendo na mão...
Como não guardar essas boas lembranças,
Dentro do coração?

Voltei à praça
Fitei cada cantinho
Lembrei dos abraços
Que te dei com carinho.

Deu vontade de chorar
Deu vontade de rir...
É bom saber que sempre existirá
Um motivo pra existir.

Dá-me a tua mão!
Vamos lá!
Onde somente nós dois,
Sabemos o que há.

By
Guaracy Clementino

domingo, 3 de janeiro de 2010


EM 2010. PARA MIM E PRA VOCÊ

É tempo de mudar
Não da para prosseguir
Essa é a hora
De flutuar e submergir.

Experimentar novos olhares
Respirar novos ares
Apostar mais alto;
Conhecer outros lugares

É hora de levantar
E trazer mais alguém
Porque no fundo do poço,
Tem sempre mais um. Sempre tem.

O caminho para se libertar
Tá bem dentro de nós
É só escutar
A misteriosa voz.

Vamos voar!
Não é preciso asa.
Somos pássaros migratórios
Voltando sempre pra casa.

Nossa casa interior
Onde pouco habitamos,
O único lugar
Onde verdadeiros... Somos.

Do que eu não sei
Eu quero aprender
Embora nunca entendi,
Porque ganhar e perder.

Sei que foi sempre assim
Por toda eternidade
Mentiras bem contadas
Valem mais que a verdade.

Mas cabe a mim
Capinar o meu quintal
Só eu tenho o poder
De escolher, entre o bem, e o mal.

By
Guaracy Clementino.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009


EM NITROGÊNIO LÍQUIDO(196°C)

Quem te viu partir
Não vai te vê voltar,
Porque a pessoa que foi,
Na certa irá mudar.

Viverá outras histórias,
Sentirá outros amores...
E na certa provará,
Da vida outros sabores.

Construirá novos sonhos
Amará outras realidades
Caminhará sozinha
Nas ruas de outras cidades.

E sentirá saudades
Das coisas que aqui deixou
E saboreará as lembranças
Que o coração guardou.

Não vai pestanejar
Quando tiver que escolher.
É melhor arriscar,
Do que a chance, perder.

E passará os dias,
Os meses e a solidão...
E no fundo restará,
Lembranças de uma ilusão.

De uma história antiga
De mar jogado na pedra
E de um sentimento líquido
Que nem nitrogênio empedra.

E a falta que me fazesses
Ninguém irá saber
Porque te desenharei com palavras
Nos versos que sei fazer.

By
Guaracy Clementino

domingo, 11 de outubro de 2009


AMOR DE FÊNIX EM TEMPOS DE IPÊ

Tu flores,
Ô flora!
A tua distância é saudade
De um coração que chora.

São tuas lágrimas que regam
Os ipês da solidão,
Que amarele de pétalas,
Cada centímetro do chão.

O vento no mês de outubro
Solta pétalas pelo ar
Quem sabe se essas pétalas
Não vão te encontrar

Você pode beijar
Cada boca que encontrar,
Mas o sabor de um CORNETTO,
Só na nossa boca há.

Nosso beijo ninguém beija,
Tava escrito no muro,
Como se fosse possível
Adivinhar o futuro.

Você é pra sempre minha,
Eu sou pra sempre teu...
Mas porque será que parece,
Que alguma coisa morreu?

Esse nosso amor de fênix
Que renasce do morrer.
Talvez traga em si,
O nosso modo de ser.

Com os dentes cerrados
A boca seca de saliva
Você vai ser pra sempre
A minha cannabis sativa

Um de cá...
Outro de lá...
A vida segue sem fim.
Nas surpresas do mundo,
Há uma história em mim.

By
Guaracy Clementino.
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MIDRAXE

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