terça-feira, 20 de novembro de 2007


COM DROGAS VOCÊ SÓ PERDE

Droga!
Perdi meu emprego
Perdi minha família
Perdi o meu ser...
Agora o que mais quero;
É deitar e morrer.

Droga!
Perdi minha saúde
Perdi meu caráter
Perdi a razão...
A minha casa agora,
É essa prisão.

Droga!
Perdi meus amigos
Perdi o meu filho
Perdi minha mulher...
Sou um farrapo humano
Sem dogma e sem fé.

Droga!
O cigarro levou o meu pulmão
O álcool levou o meu respeito
A cocaína me deixou assim;
Falando coisa com coisa,
Sem raciocinar direto.

Droga!
Esses meus olhos vermelhos
Esse meu jeito de andar
Esse meu jeito de falar...
Me escondo atrás de uma folha
Para ninguém me encontrar.


Droga!
Perdi a alegria de viver
Perdi a vontade de comer
Perdi minha paz interior...
As pessoas que eu conhecia;
Já não sabem quem eu sou.


Droga!
Perdi minha vida
Queimei meu dinheiro
Deixei de ser cidadão...
Agora sou um Zé Ninguém,
Andando na contra mão.

BY
Guaracy Clementino.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007


UM ABRAÇO ETERNO

Olá, pessoa querida!
Que saudades de você!
Andei uns dias, sumido.
Passei aqui pra te ver.

Tô na correria da vida,
Na luta do ganha pão...
Mas sempre que dê um tempo
Virei dar-te, um abração.

Não conheço o teu sorriso,
Nunca ouvi a tua voz...
Mas não quero te perder
Para esse tempo veloz.

Tempo das coisas corridas,
Das amizades fast food.
Que exige de todos nós,
Que a coisa sempre mude.

Vou fazer a minha parte
Virei matar a saudade
Dessa consideração,
Que se criou na amizade.

Sei que as coisinhas da vida,
O dia a dia corrido,
Fará-me por algum tempo
Um sujeitinho sumido.

Mas logo que der eu venho
Com uma rima na mão
Pintar poemas de amigo
Nas paredes do teu coração.

Vou orar ao senhor tempo
Q’ele passe devagar,
Para que em sua velocidade
Ele não venha nos afastar.

Um abraço pessoa querida.
Pra ti. Só, felicidades!
É o que deseja esse amigo
Que tá morrendo de saudades.

Guaracy Clementino.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007


TEM JEITO NÃO!

Eu já perdi meu juízo
Tentando entender,
Como essa corja de bandidos
Conseguem se reeleger.

E fica minha Brasília
(essa sim, a oficial);
Estampando as manchetes
Espalhadas no jornal.

Parecemos elefantes
Amarados em roseira,
Quando chega a eleição
Damos aquela caganeira.

Trazemos defuntos de volta,
Elegemos coitadinho...
Depois ficamos perdidos
Procurando o caminho.

“Vamos celebrar a estupidez do povo”
Nosso país, que não é nosso, não!
Parece que o Brasil é agora;
Dos Rorizes, Renans e de ladrão.

Mas se impera no Brasil
Essa corja de assaltantes,
É que os Brasileiros
Não somos mais como dantes.

Que enfrentávamos o exército
Para a democracia vingar,
Agora essa democracia,
Precisa se “cidadanizar”.

É por isso que eu digo:
Vamos aprender a lição,
Varrer da nossa política
Todo tipo de ladrão!

By
Guaracy Clementino.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007


A LUA NO CÉU DA BOCA DE ANNA.

Hoje chegou
Um e-mail bacana,
Foi um e-mail lindo
Da minha querida ANNA.

Dizia: você viu,
A lua lá fora?
Tá tão bonita,
Vê lá se não chora!

Choro não, ANNINHA.
A lua é minha amiga,
Meu regente também.
Até porque pra chorar,
Lágrimas, não tem.

Mas tá linda, sim.
Lembrou-me você
Que é tão bonita
E vive a se esconder.

Com fases que vêm
Com fases que vão...
E sabes como ninguém,
Se esconder do coração.

Dizem que a lua é ingrata
Coisa de poeta amando,
A lua é uma ANNA PAULA
Aos pouco se revelando.

Se esconde e aparece
Vira prece, poesia...
É a claridade dos olhos
A lua que ilumina o dia.

E eu...
Sou o sol sem brilho
Perdido na escuridão
Durmo com um anjo torto
Pegado em minha mão.

Mas, ANNA você é linda.
Como a lua lá no céu,
Se tu não fosses minha amiga,
A vida seria cruel.

By
Guaracy

TOXIMPATIA

Há uma parte de nós
Que é tão desconhecida
Que parece que vivemos
Nessa vida...Outras vidas.

Temos a “CABRA SECRETA”
Como disse: Elizabeth Hilts.
Escritora americana.
Temos uma pessoa ruim e,
Uma outra pessoa, bacana.

Somos uma coisa dual
Com tendências para o bem
E afinidades com o mal.

Cada um de nós sabe ser;
O bandido e o herói,
O gato que come
E o rato que rói.

Somos a tia fatal

Com um cigarro na mão
Um Martini noutra
E uma bronca na ponta da língua
Para quem dorme de touca.

A gente diz o que pensa
E pensa o que diz,
E brincando de sofrer,
Aprende a ser feliz.

Damos nomes aos bois
Chamamos inimigas de vacas
Cortamos a línguas dos vizinhos
Rasgamos o verbo a facas.

Estamos sempre em contradição
Fazendo aquilo que recriminávamos
E se alguém faz algum comentário;
Mandamos as favas.

Entramos em becos
Sem saída sentimental,
Escrevemos com as lágrimas;
A vida em água e sal.

Aprendemos a dizer sim
Quando queria dizer não,
Somos eternos escravos;
Entre o bem e a razão.

By
Guaracy

sábado, 1 de setembro de 2007


VAMOS CELEBRAR

Vamos celebrar a vida!
Fazer vibrar o coração,
Vamos dizer olá a um estranho
Pegar sorrisos com a mão.

Vamos cantar para os pássaros
Bebericar as flores,
Vamos infestara a vida
Com as coisas dos amores.

Vamos viver o agora
O amanhã é só amanhã
Não vamos perder mais tempo
Sonhando com coisas vã.

Vamos fuxicar com os amigos
Dar uma volta na praça
Lavar a louça da pia
Achar pessoas sérias, uma graça.

Vamos caminhar um pouco
Sem rumo e sem direção
Exercitar a simpatia
Que temos no coração.

Vamos viver coisas pequenas
Coisa grande vem e passa.
E o que causa frustrações,
Deixa a vida sem graça.

Vamos viver as miudezas:
Os sorrisos, os abraços...
Vamos mandar os problemas
Dá uma volta no espaço.

Vamos!

BY
Guaracy

FIM DE CASO

Acabou. E agora?
Quem ira saber
Porque você chora?

Seu coração feito em pedaços
Como uma louça partida,
Alguém lhe roubou o que havia
De mais precioso na vida:

À vontade de sorrir,
O colorido do olhar...
Alguém levou tudo isso
E te deixou a chorar.

Você teme o vazio,
Essa vontade de morte.
Se sente tão infeliz,
Não acredita na sorte.

Você lamenta a perda
De alguém Q’nera teu
Agora vive a vida
Como alguém que já morreu.

Reconstrua sua vida!
Refaça-se novamente!
Encontre nas coisas simples
Essa alegria ausente.

Vença a solidão,
Essa amiga cruel!
Saibas que a tristeza,
Não leva ninguém p’ro céu.

Aprenda a perder!
E a perdoa-se, também,
Porque tá certo o ditado:
Ninguém é mesmo...
De ninguém.

By
Guaracy

domingo, 26 de agosto de 2007


MEU CORAÇÃO É BRASILIA


Meu coração não é candango
Nem Brasiliense ele é.
Meu coração é Brasília
Da esperança e de fé.

De que um dia o bom senso
Se faça aqui presente
E quem não é de Brasília,
Aprenda a votar consciente.

Que os bois se libertem
Que arrebentem os currais
Que o povo deixe pra trás
Os tempos generais.

Que o voto seja honesto
Consciente e verdadeiro
Que não tenhamos na bunda
A marca de um ferreiro.

Que leite e pão não comprem,
A nossa dignidade
Que aprendamos a ser
Os cidadãos de verdade.

Meu coração é um ipê
Resistindo as queimadas
Da burrice dos homens
Que joga fogo na estrada.

Meu coração é um lobo
Entrando em extinção,
De ver tanta desigualdade
Numa mesma eleição.

Meu coração grande teima
Insiste em ser igual
A Brasília dos brasilienses
Que é a Brasília real.

By
Guaracy

quarta-feira, 15 de agosto de 2007


DORMENTE DE TRILHO

Deixo-me ir
Pelos trilhos do trem
Que passa aqui no Val.

Nada mal.

A cabeça cheia,
O vento na testa...
E uma sensação estranha;
Que a vida, não é o que resta.

Meu coração decadente sente
A dor da saudade triste
Caminhando nos dormentes
Que contra a tudo resiste.

Pedras de brita
Jogadas no chão
Para que escoe as águas
E não nasça vegetação.

Lá vem o trem sem sentido
Soltando um gemido assustador
Faiscando nas margens roubando a coragem
Desse sonhador.

Mas a vida me grita
Entrando nos olhos com simplicidade
Dizendo que sofrer é uma loucura
E que uma flor de espinho,
Tem lá sua ternura.

Já não quero partir
Acho melhor ficar
Valparaiso não é um céu
Mas é aqui, o meu lugar.

“Vou danado pra Catende
Vou danado pra Catende
Vou danado pra Catende
Vou com pressa de chegar”

E no trem do Ascenso Ferreira
Das Alagoas do sertão,
Vou pegar uma carona
E deixar meu coração.

By
Guaracy

quinta-feira, 9 de agosto de 2007


CORCUNDA


eu fui amado por muitas mulheres

e, para uma vida corcunda

isso é uma sorte

tantos dedos adentrando meus cabelos

tantos abraços apertados

tantos sapatos atirados sem cuidado no tapete do meu

quarto.

tantos corações em busca

agora tão nítidos em minha memória que

caminharei para a morte,

lembrando

tenho sido tratado melhor do que deveria ser -

não pela vida em geral

nem pelo mecanismo das coisas

mas pelas mulheres

mas houveram mulheres que me deixaram plantado no quarto sozinho

encurvado

com as mãos no saco

pensando

por quê por quê por quê por quê?

mulheres vão para homens que são porcos

mulheres vão para homens com almas mortas

mulheres vão para homens que trepam pessimamente

mulheres vão para sombras de homens

mulheres vão

vão

porque precisam ir

pela ordem dascoisas.

as mulheres sabem mais

mas muitas vezes escolhem na

confusão e desordem

elas podem curar com seu toque

elas podem matar o que tocam e

eu estou morrendo

mas não estou morto

ainda.


by

Charles Bukowski


terça-feira, 7 de agosto de 2007


NOSSA AMIZADE É UM VINHO

Hoje eu vim te ver
E trago cá,
Um poema...
pra si tomar.

Para mostrar que não minto
Beba com esse amigo,
Um gole de vinho tinto.

Para mostrar que sou franco
Sente-se aqui, nesse banco!
E beba a minha amizade,
N’uma taça de vinho branco.

Para mostrar aos secos
O quanto gosto de você,
Bebo suave a tua saúde!
N’um gole de vinho rosé.

Tomo um espumante bruto
Devagar e sem pressa...
E fico horas e horas
Perdido nessa conversa.

Vamos viver a vida
Sem moderação!
Bebamos um vinho do Porto
Pra aquecer o coração.

Vamos usar um Baumé
Para medir a doçura
Dessa nossa ternura.
Que a nossa amizade,
Mantenha–se, na temperatura.

É sempre vinho e verdadeira
Essa nossa ligação,
Que quanto mais envelheça,
Mais se firme no coração.

E para finalizar...

Trago um Bouquet de abraços
Aromatizado e encorpado pelo vinho,
Para que você saiba;
Que nunca...
Estarás sozinho.

Saúde!

BY
Guaracy Clementino

sexta-feira, 13 de julho de 2007


ETCÉTERA

Às vezes a vida me faz sentir,
Como se estivesse sentindo;
A “SINDROME DO BONECO DE VITRINE”.

Sabe quando você pára em frente a uma vitrine,
E fica olhando aquela roupa
Sem pouco se importar com o boneco
Que a está vestindo?

Pois, às vezes a vida me faz sentir assim.

Parece que viramos vítimas de um alheamento absurdo,
E dentro de cada um de nós, há um sentimento de insignificância;
Muito grande.
Se não vejamos: Se uma pessoa qualquer ficar parada bem no meio de uma rua
Movimentada de uma cidade desconhecida onde ninguém a conheça,
Você acha que alguém vai parar para falar com essa pessoa?

Pense!

Ali. Parado. Você pode observar as pessoas dentro dos seus carros;
Imóveis como bonecos que são levados de um lado para o outro
Pelas máquinas da modernidade.
Elas parecem ou não parecem manequins de vitrine?

Já não andamos mais a pé, não conversamos mais com os vizinhos,
Não voltamos mais tarde da noite andando devagarinho pelas ruas olhando a lua,
Já não falamos mais com desconhecidos (temos até medo deles), já não mais somos
Amigáveis...

É estranho como as cidades têm os seus males.

Talvez você nem perceba essa cena,
Afinal, ela se tornou tão banal como os crimes políticos praticados em Brasília.

Acho que estamos fazendo da vida algo insuportável.
Algo que está nos tornando pessoas hipócritas e sem uma alma para alimentar.

Acreditamos em tudo e em todos. E geralmente somos lesados.
Somos os bonecos de vitrine que se vestem iguais, que comem os mesmos McDonald's, que vê a mesma novela, que usa o mesmo sabão em pó e que se acham bem diferentes.

Estamos dizimando o bom senso e enterrando a razão nos quintais da ignorância.

Onde está a nossa individualidade?
Cadê o cada um por si?
O que será o diferente hoje em dia?

Pense!

É por isso; que fico aqui parado. Como se fosse um boneco de vitrine,
Observando a vida e os seus viventes.

By
Guaracy.

quinta-feira, 5 de julho de 2007


QUANDO OS ANJOS DIZEM
ADEUS.


Emanuel é... Conosco está Deus.
Assim diz a etimologia,
Mas como explicar a morte,
Essa senhora tão fria?

Êi, Emanuel!
Por que fostes tão cedo,
Bordar mais uma estrela
Na imensidão do céu?

Vós fostes o carinho
Que trouxe felicidade,
Fruto da árvore do amor
Que nasce com a amizade.

Tu foste à luz
Que iluminou nosso olhar,
Mas que agora é uma estrela
Que vive no céu a brilhar.

Tu foste fã dos heróis
Do BATMAN em especial,
Eu também sou um Batmaniaco,
Que coincidência legal.

Fostes, presente de Deus”.
“Garoto assim sem igual...”
Nas palavras da tua mãe,
Você será imortal.

Jóia...
Que brilhou do sorriso.
De nove meses de espera.
Mas que partiu aos 4 anos.
Por que não vivestes mais cem?
Voltar atrás... Quem dera!


By
Guaracy


“É tão estranho
Os bons morrem jovens
Assim parece ser...”

quarta-feira, 27 de junho de 2007


VOU-ME EMBORA DE BRASÍLIA.

Vou-me embora de Brasília,
Pois já não agüento mais
As noticias escandalosas
Estampando os Jornais.

É deputado bandido,
Ex-Govenador ladrão...
Brasília tá parecendo
A mãe da corrupção.

E não é só, os lá de fora.
Que vêem aqui pra roubar,
São as cobrinhas de casa,
Que aprenderam a voar.

Vou-me embora de Brasília
Eu não consigo entender,
Como “AQUELE” deputado
Conseguiu se reeleger.

Parece que quem mora aqui
Não ama essa cidade,
Vive cagando nas urnas
Pra nossa infelicidade.

Vou-me embora de Brasília
Cidade do meu coração.
Juscelino deve tá se revirando
Lá dentro do seu caixão.

Vou-me embora de Brasília
Antes que queiram roubar;
Além das margens, as águas,
Do logo Paranoá.

Guaracy Clementino

domingo, 24 de junho de 2007


BILHETE PARA UM POETA

JANDUHI tô encantado
Com o livro que de ti, comprei.
Mas também fiquei feliz
Com os cordéis que ganhei.

Já li todos rapidinho
E quero lhe agradecer,
Por pelos olhos da rima,
PATOS eu conhecer.

Segui o enterro de TOINHA
Mas que fato inusitado!
Nunca tinha visto um cristão
Ser em dois caixões enterrado.

Também pedi a ZÉ JOÃO
Pra ele se candidatar,
Porque político de coração
Na minha BRASILIA não há.

Vi passar pela minha vista
CÔCA com o seu cartaz,
E uma amiga me disse:
“CLODOVIL daria mais”.

Na peleja do moderno
Com o “Quase” ultrapassado;
Entre o e-mail e a carta,
Eu fico é com o recado.

“A alma do senador...”
Acho que devia ser
O livro de cabeceira
Pra todo político ler.

A história de ZÉ BOCÃO
É coisa mais verdadeira,
Quem nunca teve um chefe,
Que não lhe falou besteira?

E com o aluno inteligente
Eu aprendi uma lição;
É melhor se lê um livro,
Do que vê televisão.

By
Guaracy Clementino

quarta-feira, 20 de junho de 2007


O ESPANTALHO

Pareço algo plantado
Na imensidão do vazio
Não tenho um abraço amigo
Pra me proteger do frio.

Minha saudade é imorredoura,
Sou um espantalho,
Vigiando tua lavoura.

Faça sol ou faça chuva
Minhas lágrimas de viúva
Não vão te trazer,
Todos me olham;
Mas ninguém me ver.

Sou feito de palha de arroz,
Sou feito de palha de milho
Eu sou o filho sem pai
Ou o pai sem filho?
Talvez um trem...
Que tenha deixado os trilhos.

Estou de braços abertos
Esperando você,
Eu sou o espantalho
Que ninguém ver.

Sou uma estranha criatura
Um misto de loucura
Com algo sem razão.
Eu sou um espantalho
Que tem coração.

Cá estou,
No sol e na chuva.
Essa saudade imorredoura
Me deixa a vista turva.

By
Guaracy Clementino


O PRAZER DELA

Ela adora odiar
Vive a mergulhar
Em oceano de cólera.
O amor rir dela,
Abre-lhe janela
Para o mal dizer.
Ela vive a fazer
Promessa para não cumprir
Acorda, quando todos vão dormir.
Ela canta para solidão
Músicas de saudades,
Ela arranca pedaços de coração
Somente, por pura maldade.
Ela se parece com gente ruim
Ataca-me com palavras
Que mais parecem;
Socos no rim.
Gosta de testar meus limites
Agredindo-me sem querer
Tornando ainda mais triste
Essa tragédia que é viver.
A morte não separa
Somente o desamor,
Ninguém vive a vida inteira
Cultuando a velha dor.
Finge sorriso falso
Engana-se o tempo inteiro
É capaz de vender a mãe
Por um pouco de dinheiro.
Essa garota não é legal
Ela é tudo de mal
Se parece com os vermes
Que vivem no meu quintal.

By
Guaracy

OPTA

No espelho em que me olho
Já não sou mais o meu dono
Só enxergo a você;
Que vive atirar-me o sono.

Noites sem dormir
Dias sem comer
Vivo me alimentando
Do que sinto por você.

Vida corroída,
Becos sem saídas...
Transformaram-se os caminhos
Que trilham a minha vida.

Sou um prisioneiro
Que não consegue explicar
Tenho a liberdade,
Mas não quero me mandar.

Prefiro te servir
Ser o teu escravo
Por você, eu cozinho,
Passo e lavo.

Corre!
Vem me ver
Vem me desentristecer
Traz para mim
Um pouco de você.

Tô precisado!
Quero ter alguém,
Que viva para sempre,
Alimentando o meu bem.

By
Guaracy Clementino


terça-feira, 19 de junho de 2007


CONVIDANDO ARIANO SUASSUNA
PARA MORRE EM BRASILIA.

ARIANO morra aqui!
Bem no planalto central
Morra de braços abertos
Em frente a Catedral.

Morra na W-3
No Exinho ou no Eixão
Morra de olhos abertos
Com uma Caliandra nas mãos.

ARIANO morra aqui
Deitado no gramado feito uma criança
Morra de felicidades
Na capital da esperança.

Morra de peito aberto
Nas Asas desse avião,
Que também deve fruto
Do sonho dessa nação.

ARIANO morra aqui,
Na Rampa ou no Congresso
Nessa cidade que é,
A mais linda do universo.

Morra na Ceilândia
No Gama ou no Guará
Morra nas águas brilhantes
Do lago Paranoá.

ARIANO morra aqui
Embora sejas imortal,
Saiba. Existem duas Brasília;
A real e a oficial.

Morra na Brasília Real
Dessa gente hospitaleira
Herança dessa mistura
A mais pura e Brasileira.

ARIANO morra aqui,
A galope no sonho de JK
Q’eu prometo mandar seu corpo
Pra tua Taperoá.

By
Guaracy



quinta-feira, 14 de junho de 2007


MULHER CÃO

Porra – louca,
Sujeita sem coração
Essa que vive no cio
Garimpando solidão.

Dorme com os vira-latas
Saí a noite pra aprontar,
Se achando a importante
Ela só sabe é dá.

Não importa o companheiro
Se ele é feio ou bonito,
Ela acorda o bairro inteiro
Quando geme e da um grito.

Mulher-Cão sem pedigree
Anda sempre em matilha
Seu coração é uma pedra
Perdida em uma ilha.

Ela é muita má,
Quando solta nos quintais.
Arranca pétalas de flores
E come pobres pardais.

Ela mija onde mora
Também mija quando dá,
Tem uma esperança vermelha
Morando no seu olhar.

Vive pousando de Star
Essa aprendiz de Chacrete,
Limpa os dentes com chiclete
Quando paga um boquete.

É uma praga proliferante
Esse tipo de Mulher-Cão,
Que faz da vida uma festa
Sem sentido e sem razão.


By
Guaracy

terça-feira, 12 de junho de 2007


DIAS DOS NAMORADOS

Hoje o dia é especial
Pra quem namora ou não,
É dia de exercitar,
As coisas do coração.

Dia de comprar presentes
De dá beijos adoidado
Não importa se o cristão
Tá solteiro ou casado.

Amor tem pra todo gosto
Seja lá que jeito for,
O importante hoje,
É comemorar o amor.

Hoje é dia de Princesas,
Também é dia do Ogro.
Hoje é dia em que de noite,
A cama vai pegar fogo.

Hoje é o dia da tinta
Que tudo muda de cor
Que transforma feio em lindo,
A tinta chamado amor.

Hoje é dia do encanto
Seja príncipe encantado
Faça com que o dia de hoje
Seja pra sempre lembrado.

Não deixe de ser criança!
Tenha olhos de esperança,
Sorrisos de girassóis...
Queira o que a vista alcança
Debaixo dos teus lençóis.

Hoje é dia de ser louco
De fazer todos duvidar;
Se a terra gira ao contrario
Ou os rios nascem do mar.

BY
Guaracy.
Powered By Blogger

MIDRAXE

MIDRAXE
Um desenho de BUKOWSKI

Seguidores

Powered By Blogger

Arquivo do blog