segunda-feira, 21 de abril de 2008


BRASILIA 48 ANOS.

48 de idade
Com corpitcho escultural
Essa é a minha cidade
A luz do planalto central.

Morena cor do cerrado
Multicor por assim dizer;
Tens na tua alvorada
A magia do viver.

De cimento, suor e poeira...
Das águas do Paranoá,
Germinou a semente
Que fez Brasília brotar.

Terra que pintou na alma
A Brasilidade real,
Dos Brasis que conhecemos,
Nasceu nossa capital.

Minha Brasília é tão linda!
Oh, que gramado imenso!
O céu da minha cidade,
Parece um mar suspenso.

De magia e encantos
Sem esquinas pra dobrar,
Brasília enche-me as vistas,
Faz-me a alma poetar.

Lá da Vila do I. A. P. I
Até hoje Águas Claras,
Essa cidade é feita
De muitas pessoas raras.


By
Guaracy Clementino.

sábado, 22 de março de 2008


GOSTO DE TI

Gosto de ti
Como quem gosta de ver
O sol lindo e maravilhoso
Logo pelo amanhecer.

Gosto de ti
Como quem bebe poesia
Para arrotar sorrisos
Pelo resto de todo dia.

Gosto de ti
Como quem enxerga colorido
Para não ver da vida
O momento, dolorido.

Gosto de ti
Como quem come pipoca
E fica brincando na rua
Com os meninos de toca.

Gosto de ti
Como quem deita numa rede
E mata no sal da saliva
De todo amor, a sede.

Gosto de ti
Como quem adivinha o futuro
E consegue enxergar
De óculos escuro no escuro.

Gosto de ti
Como quem gosta do amor
Porque se faço poesia
Foi você quem me inspirou.

By
Guaracy

domingo, 2 de março de 2008


PESSOAS INVISIVEIS

Êi, você que tá me lendo!
Te pergunto sem temer;
Será que pessoas invisíveis,
Você consegue ver?

São pessoas de uniformes
Com profissões “sem valor”
Que limpa, das ruas o lixo,
Que por lá você deixou.

Que abastece teu carro,
Faz o pão pra tu comer...
Mas que você passa por ela
E não as conseguem ver.

É gente desumanizada
Coisificada e tal,
Vítimas da indiferença
Na escala social.

Tão nas paradas de ônibus,
Na estação do metrô,
Espalhados pelas ruas
Na pele de camelô.

São meio paisagens urbanas:
O mendigo, o flanelinha,
O garoto do sinal...
São esses e outros tipos
Que vivem; na invisibilidade total.

Será que ficamos cegos,
Com tanta informação?
Ou realidade demais
Mudou nossa percepção?

By

Guaracy

Poema inspirado no livro:
“HOMENS INVISÍVEIS” – Fernando Braga da Costa.

domingo, 30 de dezembro de 2007


QUANDO A ALMA SE DESPE


Esperei pela morte

Dentro de um quarto escuro.

Lá ... no meu canto

Só havia um VAZIO

Cheio de dores

Temores

Rancores

E até Fantamas ...

Do passado ...

Do presente ...

Tinha também

O medo de gente

O medo da vida

O medo de ser genteHoje??

Sai do quarto escuro

Do meu canto predileto

Com todos os meus medos e fantasmas

Tudo ..igualzinho, como dito acima.

Mas, com uma "pequena" diferença

Com a dor do arrependimento

De lá ter saido.No meu vazio "cheio" de coisas

Lutava apenas comigo

E agora?

Preciso lutar com essa gente

Que tão mal, a mim fez e faz.

E ainda esperar pela morte.


by

ANNA PAULA

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007


Samba do crime


Não espalhes a tua dor no meu ecrã

Nem faças da minha sala um parapeito

Não me acordes com os jornais da manhã

E temos um crime perfeito...

Não me mostres o sorriso desolado

Nem a raiva do teu olhar liquefeito

Acredita que não há nenhum culpado

E temos um crime perfeito.

Não acendas esta praça com fogueiras

Ainda acabas como principal suspeito

Vai para casa, olha as horas, tem maneiras

E temos um crime perfeito..

Não me estendas a mão que estou apressado

O destino tem as suas cambiantes

Faz a cama com a tristeza de um fado

E ficamos amigos como dantes...

Não me fales do amor e da paixão

Nem das outras avarias do teu peito

Não me fales dessa tua solidão

E temos um crime perfeito.............

Bebe um copo, baixa a aba do chapeu

Esconde a cara e vais ver que faz efeito

No final vamos todos para o céu

E temos um crime perfeito.

Não me digas o que não quero saber

Deixa a sorte ditar a sua sentença

Cala a boca. Deixa o tempo resolver

E vais ver que o crime compensa...

Não me fales do amor e da paixão

Nem das outras avarias do teu peito

Não me fales dessa tua solidão

E temos um crime perfeito.


by

Ala dos Namorados

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007


A VIDA É UM SHAKESPEARE


Ela usou do meio mais baixo
Para pôr um fim em tudo.

Acusou inocentes
Pelo crime que ela cometeu
E ainda posou de vítima
Quando os olhos do mundo
Voltaram-se pra ela.

Disse e fez coisas
Que espero um dia,
Vê-la pagar caro
E doer a alma como um condenado de Deus.

Nada fica oculto por muito tempo.

A verdade é como a água
Tentando furar uma pedra,
Um dia... Ela consegue.

À noite em festas e motéis...
Ela não conseguira esconder
O que ela sempre fez
Para não fugir a sua natureza.

Ela gosta dele e dela
Mas é muito covarde para assumir
O que é.

O riso falso, a vida torta...
Tudo se revela quando o sol bate na janela da verdade.

Ela será sempre infeliz
Porque o que ela quer é dos outros,
E o que é dos outros, terá sempre um dono.
Ou será só restos para alimentar exagerados.

É tão estranho
Odiar de coração
Quem um dia morou nele.

Mas a vida é um Shakespeare
Encenada por nós no grande palco.

By
Guaracy Clementino.

domingo, 2 de dezembro de 2007


ACIMA DO ENCANTO

A sua estampa é tão bela,
Nossa! Esse seu jeito de olhar...
Gosto do teu sorriso,
Me lembra uma fada do mar.

Tua cara de Lavínia Vlasak
Tua boca um beija-flor
Eu juro que os teus olhos,
Co’essa lente combinou.

Sei que você é duas
Outras tantas, podes ser.
Mas mesmo nessa distância
Digo: gosto de você.

Gostas de segurança,
Da coisa familiar...
Mas aprendestes com a vida
Q’é preciso arriscar.

Moça dos anos 80
Gaúcha de coração
Sei que defendes com a vida
O teu belo e sagrado chão.

O teu humor é latente
Coisa de quem sabe ser,
Uma pessoa interessante
Nesse mundo do sofrer.

Tua liberdade de ser
Teu jeito de ver a vida,
Faz de você essa pessoa
Por tanta gente querida.

NANDA,
Se dentro d’água tem peixe,
Se dentro do peixe tem água;
Teu coração minha flor,
Não deve conhecer mágoa.

BY
GUARACY

terça-feira, 20 de novembro de 2007


OS CAVADORES DE VALA

Eles cavam a terra
Com enxada nas mãos
Pra depositar na vala,
Tubos colados com sabão.

Eles não usam os EPIs
Arriscam-se sem porque,
Parecem que não têm medo,
Esses homens, de morrer.

Eles respiram poeira
Como quem cheira uma flor,
Ouvem mil decibéis
Sem nenhum abafador.

As enxadas sobem e descem
Num movimento ritmado
Até parece que eles,
Já os tinham, ensaiado.

As botas sujas de terra,
A roupa amarrotada...
Quando chega o fim do dia,
A alma tá acabada.

Cavam a terra com pá,
Enxada e alavanca...
E as águas das nascentes,
Sem saber, eles, arrancam.

Jogam lixo nos aterros
Talvez até sem saber,
Que um copinho de plástico;
São 100 anos pra desaparecer.

Agridem a natureza
Para ganhar o seu pão,
E o seu trabalho,
Não é reconhecido, não!

São os homens invisíveis
Apesar da roupa azul,
Não importa se trabalham no Areal,
Ou no chique, Lago Sul.

By
Guaracy Clementino

COM DROGAS VOCÊ SÓ PERDE

Droga!
Perdi meu emprego
Perdi minha família
Perdi o meu ser...
Agora o que mais quero;
É deitar e morrer.

Droga!
Perdi minha saúde
Perdi meu caráter
Perdi a razão...
A minha casa agora,
É essa prisão.

Droga!
Perdi meus amigos
Perdi o meu filho
Perdi minha mulher...
Sou um farrapo humano
Sem dogma e sem fé.

Droga!
O cigarro levou o meu pulmão
O álcool levou o meu respeito
A cocaína me deixou assim;
Falando coisa com coisa,
Sem raciocinar direto.

Droga!
Esses meus olhos vermelhos
Esse meu jeito de andar
Esse meu jeito de falar...
Me escondo atrás de uma folha
Para ninguém me encontrar.


Droga!
Perdi a alegria de viver
Perdi a vontade de comer
Perdi minha paz interior...
As pessoas que eu conhecia;
Já não sabem quem eu sou.


Droga!
Perdi minha vida
Queimei meu dinheiro
Deixei de ser cidadão...
Agora sou um Zé Ninguém,
Andando na contra mão.

BY
Guaracy Clementino.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007


UM ABRAÇO ETERNO

Olá, pessoa querida!
Que saudades de você!
Andei uns dias, sumido.
Passei aqui pra te ver.

Tô na correria da vida,
Na luta do ganha pão...
Mas sempre que dê um tempo
Virei dar-te, um abração.

Não conheço o teu sorriso,
Nunca ouvi a tua voz...
Mas não quero te perder
Para esse tempo veloz.

Tempo das coisas corridas,
Das amizades fast food.
Que exige de todos nós,
Que a coisa sempre mude.

Vou fazer a minha parte
Virei matar a saudade
Dessa consideração,
Que se criou na amizade.

Sei que as coisinhas da vida,
O dia a dia corrido,
Fará-me por algum tempo
Um sujeitinho sumido.

Mas logo que der eu venho
Com uma rima na mão
Pintar poemas de amigo
Nas paredes do teu coração.

Vou orar ao senhor tempo
Q’ele passe devagar,
Para que em sua velocidade
Ele não venha nos afastar.

Um abraço pessoa querida.
Pra ti. Só, felicidades!
É o que deseja esse amigo
Que tá morrendo de saudades.

Guaracy Clementino.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007


TEM JEITO NÃO!

Eu já perdi meu juízo
Tentando entender,
Como essa corja de bandidos
Conseguem se reeleger.

E fica minha Brasília
(essa sim, a oficial);
Estampando as manchetes
Espalhadas no jornal.

Parecemos elefantes
Amarados em roseira,
Quando chega a eleição
Damos aquela caganeira.

Trazemos defuntos de volta,
Elegemos coitadinho...
Depois ficamos perdidos
Procurando o caminho.

“Vamos celebrar a estupidez do povo”
Nosso país, que não é nosso, não!
Parece que o Brasil é agora;
Dos Rorizes, Renans e de ladrão.

Mas se impera no Brasil
Essa corja de assaltantes,
É que os Brasileiros
Não somos mais como dantes.

Que enfrentávamos o exército
Para a democracia vingar,
Agora essa democracia,
Precisa se “cidadanizar”.

É por isso que eu digo:
Vamos aprender a lição,
Varrer da nossa política
Todo tipo de ladrão!

By
Guaracy Clementino.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007


A LUA NO CÉU DA BOCA DE ANNA.

Hoje chegou
Um e-mail bacana,
Foi um e-mail lindo
Da minha querida ANNA.

Dizia: você viu,
A lua lá fora?
Tá tão bonita,
Vê lá se não chora!

Choro não, ANNINHA.
A lua é minha amiga,
Meu regente também.
Até porque pra chorar,
Lágrimas, não tem.

Mas tá linda, sim.
Lembrou-me você
Que é tão bonita
E vive a se esconder.

Com fases que vêm
Com fases que vão...
E sabes como ninguém,
Se esconder do coração.

Dizem que a lua é ingrata
Coisa de poeta amando,
A lua é uma ANNA PAULA
Aos pouco se revelando.

Se esconde e aparece
Vira prece, poesia...
É a claridade dos olhos
A lua que ilumina o dia.

E eu...
Sou o sol sem brilho
Perdido na escuridão
Durmo com um anjo torto
Pegado em minha mão.

Mas, ANNA você é linda.
Como a lua lá no céu,
Se tu não fosses minha amiga,
A vida seria cruel.

By
Guaracy

TOXIMPATIA

Há uma parte de nós
Que é tão desconhecida
Que parece que vivemos
Nessa vida...Outras vidas.

Temos a “CABRA SECRETA”
Como disse: Elizabeth Hilts.
Escritora americana.
Temos uma pessoa ruim e,
Uma outra pessoa, bacana.

Somos uma coisa dual
Com tendências para o bem
E afinidades com o mal.

Cada um de nós sabe ser;
O bandido e o herói,
O gato que come
E o rato que rói.

Somos a tia fatal

Com um cigarro na mão
Um Martini noutra
E uma bronca na ponta da língua
Para quem dorme de touca.

A gente diz o que pensa
E pensa o que diz,
E brincando de sofrer,
Aprende a ser feliz.

Damos nomes aos bois
Chamamos inimigas de vacas
Cortamos a línguas dos vizinhos
Rasgamos o verbo a facas.

Estamos sempre em contradição
Fazendo aquilo que recriminávamos
E se alguém faz algum comentário;
Mandamos as favas.

Entramos em becos
Sem saída sentimental,
Escrevemos com as lágrimas;
A vida em água e sal.

Aprendemos a dizer sim
Quando queria dizer não,
Somos eternos escravos;
Entre o bem e a razão.

By
Guaracy

sábado, 1 de setembro de 2007


VAMOS CELEBRAR

Vamos celebrar a vida!
Fazer vibrar o coração,
Vamos dizer olá a um estranho
Pegar sorrisos com a mão.

Vamos cantar para os pássaros
Bebericar as flores,
Vamos infestara a vida
Com as coisas dos amores.

Vamos viver o agora
O amanhã é só amanhã
Não vamos perder mais tempo
Sonhando com coisas vã.

Vamos fuxicar com os amigos
Dar uma volta na praça
Lavar a louça da pia
Achar pessoas sérias, uma graça.

Vamos caminhar um pouco
Sem rumo e sem direção
Exercitar a simpatia
Que temos no coração.

Vamos viver coisas pequenas
Coisa grande vem e passa.
E o que causa frustrações,
Deixa a vida sem graça.

Vamos viver as miudezas:
Os sorrisos, os abraços...
Vamos mandar os problemas
Dá uma volta no espaço.

Vamos!

BY
Guaracy

FIM DE CASO

Acabou. E agora?
Quem ira saber
Porque você chora?

Seu coração feito em pedaços
Como uma louça partida,
Alguém lhe roubou o que havia
De mais precioso na vida:

À vontade de sorrir,
O colorido do olhar...
Alguém levou tudo isso
E te deixou a chorar.

Você teme o vazio,
Essa vontade de morte.
Se sente tão infeliz,
Não acredita na sorte.

Você lamenta a perda
De alguém Q’nera teu
Agora vive a vida
Como alguém que já morreu.

Reconstrua sua vida!
Refaça-se novamente!
Encontre nas coisas simples
Essa alegria ausente.

Vença a solidão,
Essa amiga cruel!
Saibas que a tristeza,
Não leva ninguém p’ro céu.

Aprenda a perder!
E a perdoa-se, também,
Porque tá certo o ditado:
Ninguém é mesmo...
De ninguém.

By
Guaracy

domingo, 26 de agosto de 2007


MEU CORAÇÃO É BRASILIA


Meu coração não é candango
Nem Brasiliense ele é.
Meu coração é Brasília
Da esperança e de fé.

De que um dia o bom senso
Se faça aqui presente
E quem não é de Brasília,
Aprenda a votar consciente.

Que os bois se libertem
Que arrebentem os currais
Que o povo deixe pra trás
Os tempos generais.

Que o voto seja honesto
Consciente e verdadeiro
Que não tenhamos na bunda
A marca de um ferreiro.

Que leite e pão não comprem,
A nossa dignidade
Que aprendamos a ser
Os cidadãos de verdade.

Meu coração é um ipê
Resistindo as queimadas
Da burrice dos homens
Que joga fogo na estrada.

Meu coração é um lobo
Entrando em extinção,
De ver tanta desigualdade
Numa mesma eleição.

Meu coração grande teima
Insiste em ser igual
A Brasília dos brasilienses
Que é a Brasília real.

By
Guaracy

quarta-feira, 15 de agosto de 2007


DORMENTE DE TRILHO

Deixo-me ir
Pelos trilhos do trem
Que passa aqui no Val.

Nada mal.

A cabeça cheia,
O vento na testa...
E uma sensação estranha;
Que a vida, não é o que resta.

Meu coração decadente sente
A dor da saudade triste
Caminhando nos dormentes
Que contra a tudo resiste.

Pedras de brita
Jogadas no chão
Para que escoe as águas
E não nasça vegetação.

Lá vem o trem sem sentido
Soltando um gemido assustador
Faiscando nas margens roubando a coragem
Desse sonhador.

Mas a vida me grita
Entrando nos olhos com simplicidade
Dizendo que sofrer é uma loucura
E que uma flor de espinho,
Tem lá sua ternura.

Já não quero partir
Acho melhor ficar
Valparaiso não é um céu
Mas é aqui, o meu lugar.

“Vou danado pra Catende
Vou danado pra Catende
Vou danado pra Catende
Vou com pressa de chegar”

E no trem do Ascenso Ferreira
Das Alagoas do sertão,
Vou pegar uma carona
E deixar meu coração.

By
Guaracy

quinta-feira, 9 de agosto de 2007


CORCUNDA


eu fui amado por muitas mulheres

e, para uma vida corcunda

isso é uma sorte

tantos dedos adentrando meus cabelos

tantos abraços apertados

tantos sapatos atirados sem cuidado no tapete do meu

quarto.

tantos corações em busca

agora tão nítidos em minha memória que

caminharei para a morte,

lembrando

tenho sido tratado melhor do que deveria ser -

não pela vida em geral

nem pelo mecanismo das coisas

mas pelas mulheres

mas houveram mulheres que me deixaram plantado no quarto sozinho

encurvado

com as mãos no saco

pensando

por quê por quê por quê por quê?

mulheres vão para homens que são porcos

mulheres vão para homens com almas mortas

mulheres vão para homens que trepam pessimamente

mulheres vão para sombras de homens

mulheres vão

vão

porque precisam ir

pela ordem dascoisas.

as mulheres sabem mais

mas muitas vezes escolhem na

confusão e desordem

elas podem curar com seu toque

elas podem matar o que tocam e

eu estou morrendo

mas não estou morto

ainda.


by

Charles Bukowski


terça-feira, 7 de agosto de 2007


NOSSA AMIZADE É UM VINHO

Hoje eu vim te ver
E trago cá,
Um poema...
pra si tomar.

Para mostrar que não minto
Beba com esse amigo,
Um gole de vinho tinto.

Para mostrar que sou franco
Sente-se aqui, nesse banco!
E beba a minha amizade,
N’uma taça de vinho branco.

Para mostrar aos secos
O quanto gosto de você,
Bebo suave a tua saúde!
N’um gole de vinho rosé.

Tomo um espumante bruto
Devagar e sem pressa...
E fico horas e horas
Perdido nessa conversa.

Vamos viver a vida
Sem moderação!
Bebamos um vinho do Porto
Pra aquecer o coração.

Vamos usar um Baumé
Para medir a doçura
Dessa nossa ternura.
Que a nossa amizade,
Mantenha–se, na temperatura.

É sempre vinho e verdadeira
Essa nossa ligação,
Que quanto mais envelheça,
Mais se firme no coração.

E para finalizar...

Trago um Bouquet de abraços
Aromatizado e encorpado pelo vinho,
Para que você saiba;
Que nunca...
Estarás sozinho.

Saúde!

BY
Guaracy Clementino

sexta-feira, 13 de julho de 2007


ETCÉTERA

Às vezes a vida me faz sentir,
Como se estivesse sentindo;
A “SINDROME DO BONECO DE VITRINE”.

Sabe quando você pára em frente a uma vitrine,
E fica olhando aquela roupa
Sem pouco se importar com o boneco
Que a está vestindo?

Pois, às vezes a vida me faz sentir assim.

Parece que viramos vítimas de um alheamento absurdo,
E dentro de cada um de nós, há um sentimento de insignificância;
Muito grande.
Se não vejamos: Se uma pessoa qualquer ficar parada bem no meio de uma rua
Movimentada de uma cidade desconhecida onde ninguém a conheça,
Você acha que alguém vai parar para falar com essa pessoa?

Pense!

Ali. Parado. Você pode observar as pessoas dentro dos seus carros;
Imóveis como bonecos que são levados de um lado para o outro
Pelas máquinas da modernidade.
Elas parecem ou não parecem manequins de vitrine?

Já não andamos mais a pé, não conversamos mais com os vizinhos,
Não voltamos mais tarde da noite andando devagarinho pelas ruas olhando a lua,
Já não falamos mais com desconhecidos (temos até medo deles), já não mais somos
Amigáveis...

É estranho como as cidades têm os seus males.

Talvez você nem perceba essa cena,
Afinal, ela se tornou tão banal como os crimes políticos praticados em Brasília.

Acho que estamos fazendo da vida algo insuportável.
Algo que está nos tornando pessoas hipócritas e sem uma alma para alimentar.

Acreditamos em tudo e em todos. E geralmente somos lesados.
Somos os bonecos de vitrine que se vestem iguais, que comem os mesmos McDonald's, que vê a mesma novela, que usa o mesmo sabão em pó e que se acham bem diferentes.

Estamos dizimando o bom senso e enterrando a razão nos quintais da ignorância.

Onde está a nossa individualidade?
Cadê o cada um por si?
O que será o diferente hoje em dia?

Pense!

É por isso; que fico aqui parado. Como se fosse um boneco de vitrine,
Observando a vida e os seus viventes.

By
Guaracy.

quinta-feira, 5 de julho de 2007


QUANDO OS ANJOS DIZEM
ADEUS.


Emanuel é... Conosco está Deus.
Assim diz a etimologia,
Mas como explicar a morte,
Essa senhora tão fria?

Êi, Emanuel!
Por que fostes tão cedo,
Bordar mais uma estrela
Na imensidão do céu?

Vós fostes o carinho
Que trouxe felicidade,
Fruto da árvore do amor
Que nasce com a amizade.

Tu foste à luz
Que iluminou nosso olhar,
Mas que agora é uma estrela
Que vive no céu a brilhar.

Tu foste fã dos heróis
Do BATMAN em especial,
Eu também sou um Batmaniaco,
Que coincidência legal.

Fostes, presente de Deus”.
“Garoto assim sem igual...”
Nas palavras da tua mãe,
Você será imortal.

Jóia...
Que brilhou do sorriso.
De nove meses de espera.
Mas que partiu aos 4 anos.
Por que não vivestes mais cem?
Voltar atrás... Quem dera!


By
Guaracy


“É tão estranho
Os bons morrem jovens
Assim parece ser...”
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